"Não quero mais falar com você".
Foram as últimas palavras dele pra mim.
Nem me deu tempo de questionar, de insistir, de entender. Quando dei por mim, ele já não estava lá, e me senti entrando num buraco negro, sem fim.
O ar faltou nos pulmões de um jeito diferente. Triste, caótico...pasmo.
Pelo visto ele não sentia mesmo a minha falta, não precisava mais de mim.
Nunca pensei que diria isso, mas acho que qualquer outra discussão seria melhor do que isso.
Pelo menos eu saberia que o teria ali comigo. Mas agora... restava somente eu e o tempo. Uma das coisas que eu nunca entendi, era porquê ele nunca conseguia conversar comigo de maneira calma. Sempre que a gente discutia, ele sempre questionava o que eu dizia e o que eu fazia, mas raramente me dizia como se sentia e expunha de maneira clara onde eu tinha errado. Ele errava também. Mas acho que nunca o ouvi pedir desculpas a mim. Geralmente agia de maneira tão explosiva, que não se importava com os danos de sua reação.
Ele só queria explodir.
E eu... sempre tão cautelosa em não ferir seus sentimentos, em mostrar a ele o quanto era especial, único...
Ele dificilmente aceitava o que eu tinha pra dizer.
Dois opostos... tão iguais, tão diferentes..
Mas dessa vez... dessa vez ele nem me deu tempo de falar.
Ele novamente não se importou, explodiu... e sumiu.
Talvez eu não fosse mais necessária.Tenho até hoje as mensagens que ele me enviava pelo celular dizendo que sentia saudades... e as conversas,onde ele dizia que me adorava. Tenho as fotos, e outras lembranças que eu já nem sei mais se ele tem, ou sejá teve algum dia.
Mas indiferente disso...
Indifirente se ele já tinha tido todas essas lembranças ou não...
Indiferente se ele precisava mais de mim ou não...
Indiferente se sentia a minha falta como eu sentia a dele...
A certeza que eu tinha, é que ele seria pra sempre, o meu moço bonito...
terça-feira, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009

E ele atira para todos os lados!
Mira o alvo, lança os dados..
Não sabe o que quer (ou quem quer...).
Manda beijos, distribui abraços,
Vive me dizendo que sou sua mulher.
Mas ao primeiro sinal de novos pedaços,
Por debaixo dos panos faz o que bem quiser!
Eu olho e reluto fingindo não ver,
Visto armaduras de falso poder,
Tampo os olhos, a boca, a mente,
Finjo que isso não tem nada haver...
Mas mal sabe ele o quanto me dói,
Pensar que me engana, e o ciúme corrói!
Com baixas pestanas, suspiro ofegante,
Chora amargamente meu coração errante...
sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quando acordei de um pulo do sonho que estava tendo, senti meu coração batendo
forte dentro do peito, e pude perceber, como não ha muito tempo, que eu estava viva...
O desejo de você me consumia, uma ansiedade louca de vontade de te ter...
Fechava os olhos e a imagem do teu rosto doce aparecia com perfeição pra mim... cada detalhe... podia ficar alí, com aquela sensação aquecedora, e eu tinha certeza que você era único na minha vida.
O mundo podia acabar, explodir, virar do avesso e de ponta cabeça, mas eu ia saber que nunca havia sentido por ninguém, ou desejado alguém como era com você...
Mesmo que você nunca ficasse comigo...
Eu ia saber...
terça-feira, 31 de março de 2009
Culpa...

Então eu disse.
Falei o que eu tinha pra dizer tomando o máximo cuidado com as pavras usadas, com medo do que ele pudesse entender. Eu sabia que mesmo que eu fosse o mais cuidadosa possível eu não o impediria de entender o que quisesse sobre o que eu dizia.
E foi assim.
Ele desapareceu da minha vida, como poça de água que evapora em exposição ao sol. Tentei conversar com ele, tentar saber aonde tinha se metido, porque tinha desaparecido, mas ele me tratou com uma frieza e de maneira tão indiferente, como se eu simplesmente não me importasse mais e estivesse disposta a passar uma borracha apagando tudo.
Podia ser que ele estivesse refletindo um ato dele em mim. Podia ser que ele estivesse fazendo o que achou que eu talvez fizesse. Mas ele era impulsivo demais e as vezes metia "os pés pelas mãos", e só se lembrava disso depois de já ter feito alguma coisa sem reparo. As vezes a agonia de não ter notícias dele era tão grande, que a vontade de sair correndo, pegar o telefone e ligar me consumia. Uma vez ele me disse: "Eu só faço porque você faz" , e aquilo me deixava retraída. Tinha que calcular toda e qualquer ação minha. Todo e qualquer pensamento. Toda e qualquer fala. Tudo pra que ele interpretasse como se deveria interpretar. Aquilo tudo me sufocava tanto, tanto. Precisei suspirar e levar as mãos aos ouvidos apertando-os com força para não gritar. Porque era tão dificil? Porque eu não podia simplesmente agir com naturalidade?Odiava ter que ficar pensando o que cada ato meu poderia trasmitir, o efeito que poderia causar. Agora eu entendia aquela história de que o bater das asas de uma borboleta poderia causar um furacão do outro lado do mundo. A questão era que eu odiava como ele estava agindo comigo. Sumindo, deixando de dar notícias. Foi então que eu percebi que ele estava me magoando. Sabia que a culpa também era minha, talvez mais minha do que dele. Mas eu havia feito o que julgava ser o certo, pensando nele, só nele! Pra protegê-lo, pra evitar que sofresse! E ele retribuia toda a minha preocupação me fazendo sentir tudo o que eu não queria que ele sentisse...
Deitei na minha cama suspirante, pensando devagar...
É, talvez eu merecesse...
quinta-feira, 5 de março de 2009
Romance II
De todas as coisas que ele fazia bem, me fazer perder o ar era a que ele fazia melhor.
Podia demorar, mas quando conseguia, era tão intenso, que os pulmões literalmente paravam de funcionar, o cérebro de comandar, e o ar não sabia se entrava ou saía.
Numa noite de lua cheia e céu estrelado, estavamos a sós em uma sacada. Conversávamos um assunto casual, e o simples fato de estar sozinha com ele ali, já me fazia arrepiar. Então por um instante ele ficou mudo, pensativo... Olhei com certo interesse tentando saber o que pensava, mas era dificil conseguir adivinhar seus pensamentos.
Me mantive em silêncio então, olhando seus movimentos... olhou pra cima, pro céu, pensativo... Então num relance, seus olhos encontraram os meus e eu congelei.
Ele deu um meio sorriso e continuou me olhando, e eu morrendo de vergonha só consegui baixar os olhos.
Então ele me disse: - Olhando a lua aqui, pensei em roubar o brilho dela e dar pra você... Mas aí eu lembrai que seus olhos e seu sorriso já brilham muito mais que a lua...
E aí ele me fez parar de respirar... Olhei cheia de vergonha pra ele, aqueles olhos fundos a me mirar, observando cada reação minha...
Meu coração acelerou o passo, e acho que batia tão forte que imaginei que pudesse ouvi-lo.
Abri um sorriso timido e agradecido... adorava esses momentos com ele, onde eu podia sentir o romantismo transbordar.
Me apoiei de frente a sacada e olhei a noite... tão escura, tão brilhante...
Comecei a pensar em algo pra dizer que não estragasse o momento.
Ele então veio e se apoiou na sacada ao meu lado, olhando o tempo. Era muito bom estar com ele...
Olhou pra mim e rindo perguntou: - O que foi?
Respondi: - Nada... só estou lembrando como se respira... - dei um meio sorriso.
Os olhos dele cintilaram: - É, eu acho que eu gosto disso... - e deu um daqueles sorrisos que me fazia desmanchar.
Sorri pra ele e olhando-o nos olhos brinquei - Você é bobo! - e dei um sorriso divertido...
Ele então olhou no fundo dos meus olhos dando outro daqueles sorrisos doces e respondeu: - Eu sou.... mas só seu bobo...
E mais uma vez, eu parei de respirar...
quarta-feira, 4 de março de 2009
Modernidade...
Eles querem me moldar
Querem me falar o que eu tenho que fazer
Eles querem me adestrar
Querem me obrigar a somente obedecer
Eu, um ser vivo tão normal
Tendo que agir feito um irracional
Eu, uma pessoa tão contente
Tendo que viver, de um jeito deprimente
Eles querem me cegar
Querem que eu finja que não consigo enxergar
Eles querem me calar
Querem que eu finja não saber falar
Eu, que tenho alma e tenho mente
Tendo que agir como se fosse um delinquente
Eu, que tenho fé e tenho calor
Tendo que agir como um covarde trovador
E amanhã, de mim, o que é que vai ser?
Se eu tiver que enfrentar a vida que eu não sei viver?
E amanhã, o que é, que vai acontecer?
Se eu tiver que fazer o que eu não sei fazer?
O que é que vai ser?
Querem me falar o que eu tenho que fazer
Eles querem me adestrar
Querem me obrigar a somente obedecer
Eu, um ser vivo tão normal
Tendo que agir feito um irracional
Eu, uma pessoa tão contente
Tendo que viver, de um jeito deprimente
Eles querem me cegar
Querem que eu finja que não consigo enxergar
Eles querem me calar
Querem que eu finja não saber falar
Eu, que tenho alma e tenho mente
Tendo que agir como se fosse um delinquente
Eu, que tenho fé e tenho calor
Tendo que agir como um covarde trovador
E amanhã, de mim, o que é que vai ser?
Se eu tiver que enfrentar a vida que eu não sei viver?
E amanhã, o que é, que vai acontecer?
Se eu tiver que fazer o que eu não sei fazer?
O que é que vai ser?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Suspirando...

Sentei no banco do lago da cidade e o observei...os olhos estavam distantes,afundados em pensamentos brandos... estava nublado e garoava, o vento vinha e balançava meus cabelos. Respirei fundo várias vezes antes de chegar a uma triste conclusão: estava só. Quanto mais eu pensava nisso mais os pulmões se dilatavam tentando fazer o batimento cardíaco voltar ao normal. Lembrava de toda a confiança depositada em pessoas que julguei serem leais, mas que na primeira oportunidade " sem a minima intenção ", traíram a minha lealdade sem pensar duas vezes. Todos sabiam. Andava na rua e me sentia observada, todos os olhos se viravam pra mim. Era como se sentir... nua. Completamente à mostra. Odiava sentir essa sensação... por toda minha vida eu vim querendo me esconder do mundo, das malditas pessoas que não têm mais nada pra fazer a não ser tomar conta da sua vida, e agora...tudo estava límpido. Transparente demais... pra elas... pra mim...Um buraco negro tinha se aberto dentro da minha alma... doía tanto que nem eu se quer sabia como expressá-lo.Começou a chover mais forte... e eu nem me mexi. Senti cada gota caindo no meu rosto e se misturando com as lágrimas que agora escorriam nele...Caíram... mas não por muito tempo. Estava tão incrédula de tudo, tudo ainda estava tão recente,tão ferido, mas a minha força era ainda maior, que meu choro se calou em um instante. Sabe quando você sente que já sentiu toda a dor que já podia sentir em um instante, e seu coração fica frio e duro, como se tivesse dormente e incapacitado de sentir qualquer coisa que fosse? Eu estava me sentindo desse jeito... Resolvi caminhar. Andei olhando as gotas de chuva caindo no lago, pensando o que havia me restado. Ri alto ao chegar a conclusão: Uma alma magoada e um coração ferido. Resolvi ir embora.
Não havia nada que eu pudesse fazer.
Não havia nada que eu pudesse fazer.
"As vezes construímos pequenos sonhos em cima de grandes pessoas, mas acabamos descobrindo que grandes mesmo eram os sonhos, e as pessoas, pequenas demais."
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